quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pequenas loucuras

Após três dias de completo confinamento descobri algumas coisas interessantes.

Não sou tão maluco quanto imaginava. No entanto, o grau de loucura encontrado ainda não é bem visto pela sociedade. Ou seja, sou mais um excluído, faço parte de uma minoria. Ao constatar esse triste fato resolvi "sair da gaveta". Já que os gays saem do armário achei mais prudente um louco sair da gaveta. Não é uma questão de preconceito, apenas uma necessidade de espaço mesmo. Uma questão me apareceu enquanto escrevia: De onde devem sair os malucos gays? Acho que a gaveta de um armário é uma boa saída...

Desconsidero aqui as loucuras clássicas: Falar sozinho, andar só no quadradinho da calçada (e variantes) e etc.
Mas como disse antes, não sou tão louco como gostaria de ser. As minhas loucuras são um pouco sem graça.

Exemplos:

Quando estou vendo tevê e alguém vai passar por uma situação que eu sentiria vergonha sou instigado a mudar de canal e preciso argumentar para mim mesmo que isso é uma bobagem. Se estou sozinho acabo mudando de canal.

Odeio chegar depois de todo mundo e ter que cumprimentar pessoa por pessoa.

Toda vez que estou em um metrô meu trompete corre sérios riscos, fico imaginando o que aconteceria se o jogasse na plataforma segundos antes do trem chegar. O mesmo acontece em pontes e edifícios pequenos, se for muito alto não vou poder ver de perto o estrago. Acho que o som do instrumento sendo destruído me atrai. Ainda na área musical tenho vontade de arremessar um bocal na cabeça de um maestro. Na verdade a cena seria a seguinte: a orquestra tocando em pianíssimo, todos aguardando o "dolce" solo de trompete e eu fortemente toco algo parecido com mariachis. Depois disso jogo o bocal no maestro. É claro que isso só faz sentido se todos permanecerem sentados em seus devidos lugares.

Descobri que realizei quase todas minhas fantasias sexuais. Só ficou faltando transar com a mulher maravilha (daquele seriado da década de 70) mas fiz as contas e ela passou da idade máxima permitida para participar de qualquer fantasia.

Mudei meus critérios de seleção feminina, mas o 1ª regra permanece a mesma.

- Nunca fique com uma mulher com mais bigode que você. Infelizmente essa regra só foi instaurada após meus 20 anos... ARGH

Após todas essas reflexões apenas uma questão insiste em martelar minha cabeça:

Qual será o motivo de tantas mulheres gostarem de esmalte vermelho?

2 comentários:

  1. :):):) Boa Flávio! Tô curtindo seus textos. Continue.

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  2. Esse texto é MUITO BOM!


    Essas pequenas loucuras são normais (existe isso? loucura normal?) mas te digo.. esse lance de mudar o canal quando alguem vai fazer algo na tv que te deixa sem graça....eu também faço.... estranho né? ehhe somos todos doidos!

    *e quanto ao esmalte vermelho... mais um mistério feminino.. uia!

    Bejoss guri!

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